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Mandar produto no email: como sua loja pode fazer hoje

Mandar produto no email significa incluir uma vitrine real do seu catálogo no envio, em vez de só texto ou banner genérico. Você consegue fazer isso de dois jeitos práticos: por modelo automático de newsletter que puxa os produtos da loja sozinho, ou por um editor arrasta e solta com bloco de produtos do catálogo. Os dois caminhos funcionam sem você precisar mexer em HTML, recortar imagem ou abrir o Photoshop.


Em geral, o lojista chega no email marketing com a mesma dúvida. Ele já entendeu que precisa enviar conteúdo para a base, mas trava na hora de montar a peça. Por isso, acaba mandando só um texto seco com link, ou um banner que ele mesmo desenhou no Canva. Em ambos os casos, o cliente abre, lê pouco e fecha.

A verdade é que quem vende produto físico precisa mostrar produto. Por outro lado, montar a vitrine na mão consome horas que a maioria das lojas pequenas não tem. Por isso, este post mostra os dois jeitos rápidos de mandar produto no email sem virar designer.


Por que mandar produto no email vale mais que texto puro

Quem entra na sua caixa de entrada com um email de loja espera ver loja. Em outras palavras, espera ver imagem, preço, botão de comprar e algum motivo para clicar. Quando o envio é só texto, o cérebro do leitor desliga, porque ele não recebeu o estímulo visual que esperava.

Além disso, a vitrine no email reduz um passo na jornada do cliente. Em vez de “abrir email, ler texto, decidir clicar, abrir site, escolher produto”, o caminho vira “abrir email, ver produto, clicar direto no item certo”. De fato, segundo benchmarks de email marketing publicados pela Rock Content, envios com produtos visíveis têm taxa de clique mais alta que os de texto puro.

Por isso, mandar produto no email não é luxo. É o formato que mais combina com quem opera ecommerce no Brasil.


Os dois jeitos de mandar produto no email

Não existe uma única forma de fazer isso. Na prática, qualquer ferramenta moderna integrada com a sua plataforma de ecommerce vai te oferecer dois caminhos. Vamos ver cada um, com o cenário em que faz mais sentido usar.

Caminho 1: modelo automático de newsletter

O primeiro caminho é o mais rápido. Você escolhe um modelo de newsletter pronto, define o critério de quais produtos quer mostrar (mais vendidos, novidades, categoria específica, em promoção) e a ferramenta puxa tudo direto do catálogo da sua loja.

Nesse modelo, você não precisa escolher produto a produto. Em particular, isso resolve a paralisia de “qual produto eu mando hoje?”. Por exemplo, na Emanda, o modelo automático da newsletter conecta com a sua loja virtual (Nuvemshop, Loja Integrada, Shopify, Tray, Wbuy) e seleciona os produtos sozinho, com imagem, preço e link prontos.

Esse caminho serve bem para:

  • Envios recorrentes (newsletter semanal ou quinzenal)
  • Quando você quer manter a marca presente sem decidir manualmente cada produto
  • Lojistas que operam sozinhos e não têm tempo para curar a vitrine toda semana

Em síntese, é o jeito mais simples sem precisar pensar muito antes de cada envio. Você define a regra uma vez e o envio acontece em ritmo.

Caminho 2: builder arrasta e solta com produtos da loja

O segundo caminho dá mais controle. Em vez de a ferramenta escolher, você escolhe. Em ferramentas com builder arrasta e solta, você arrasta um bloco de produto para dentro do email e seleciona qual item do catálogo quer mostrar. Em seguida, a peça já vem montada com imagem, preço e botão.

Esse formato funciona melhor quando o envio tem um motivo específico. Por exemplo:

  • Lançamento de uma coleção nova
  • Destaque de um kit promocional
  • Aniversário de um produto best-seller
  • Curadoria temática (Dia das Mães, Natal, volta às aulas)

Na Emanda, o builder arrasta e solta deixa você puxar produtos do seu catálogo direto para dentro do email, sem precisar copiar link, salvar imagem ou ajustar preço. O produto que está na loja é o produto que vai no envio, atualizado em tempo real.

Por outro lado, esse caminho exige um pouco mais de planejamento, porque você está escolhendo os itens à mão. Ainda assim, em geral leva cinco minutos para montar um email com seis produtos selecionados.


Qual produto mandar no email

Depois de entender como mandar produto no email, vem a próxima dúvida: qual produto colocar lá dentro. Em particular, escolher errado faz a vitrine perder força. Aqui estão os critérios mais usados por lojas que mandam bem.

Mais vendidos do mês

Esse é o caminho seguro. Em geral, produto que vende muito também é produto que tem alta taxa de clique no email. Dessa forma, você usa o histórico da loja a seu favor.

Novidades da coleção

Cliente que comprou antes quer saber o que chegou. Por isso, listar novidades ativa a base recorrente sem precisar de desconto. Em particular, isso funciona bem em envios mensais.

Kits e combos

Vitrine de kit aumenta o ticket médio. Em vez de mostrar um produto isolado, o cliente vê duas ou três peças juntas, o que aumenta a percepção de valor. Por exemplo, kit de skincare, combo de roupas íntimas, conjunto de bebê.

Produtos parados no estoque

Em vez de mandar para liquidação, vale tentar visibilidade primeiro. Ao incluir produto parado na vitrine, você dá a ele uma segunda chance antes de cortar margem. Para esse cenário específico, vale conferir as cinco formas de vender produto encalhado na loja virtual antes de descontar.

Recomendação personalizada por cliente

Esse é o nível mais avançado. A ferramenta lê o histórico de compra do cliente e mostra produto correlato. Funciona para bases acima de 5 mil contatos com histórico de compra ativo.


Quando mandar produto no email

Frequência é um dos pontos que mais geram dúvida. Em síntese, o ritmo certo depende do seu setor e do tamanho da base. Por outro lado, dá para estabelecer um padrão de início.

Para a maioria das lojas brasileiras, uma newsletter por semana com produtos é o ritmo que funciona. Acima disso, a base começa a marcar como spam ou pedir descadastro. Por outro lado, abaixo de um envio por mês, o cliente esquece que assinou e a abertura cai.

Em paralelo às newsletters, vale ter automações de comportamento. Em particular, três delas enviam produto sozinhas sem você precisar acionar nada:

  • Carrinho abandonado: quem deixou produto no carrinho recebe o item que abandonou
  • Visita abandonada: quem viu produto e saiu recebe aquele produto específico
  • Pós-compra: quem comprou recebe sugestão de produto correlato

Essas três automações funcionam 24 horas por dia em qualquer ferramenta integrada com sua plataforma. Se ainda não estão ativas na sua loja, vale priorizar antes de pensar em newsletter.


Erros comuns ao mandar produto no email

Esses são os tropeços que mais aparecem em lojas de pequeno porte. Em geral, evitar cada um melhora o resultado sem custo adicional.

  • Vitrine com produto demais. Mais de seis ou oito produtos por email cansa o leitor e dilui o clique. Por isso, escolha menos e dê mais espaço para cada um.
  • Misturar produtos sem conexão. Mandar bota de inverno junto com biquíni numa mesma vitrine confunde. Em vez disso, agrupe por tema, estação ou ocasião.
  • Não segmentar quem recebe. Mandar a mesma vitrine para a base inteira ignora histórico. Para entender como dividir, vale ler o passo a passo de segmentação de email para loja virtual.
  • Esquecer o botão claro de ação. Vitrine bonita sem botão de “comprar” debaixo de cada produto perde a conversão. O botão precisa estar visível.
  • Não testar em celular. A maioria das aberturas acontece no celular. Por isso, mande um teste para o seu próprio telefone antes de agendar.
  • Repetir os mesmos produtos toda semana. A base aprende a ignorar quando vê o mesmo combo. Em vez disso, rotacione o conjunto a cada envio.

O que fazer depois de mandar produto no email

Mandar uma newsletter com produto resolve uma parte. Por outro lado, o trabalho de retenção começa nos dias seguintes. Em particular, três campanhas prontas costumam aparecer aqui.

A primeira é a campanha de Obrigado por Comprar, que dispara logo depois da compra confirmada. Por isso, ela transforma a venda em relacionamento, sem você precisar lembrar.

A segunda é a campanha de Cashback, que oferece um incentivo de retorno depois de um intervalo. Em geral, ela traz de volta o cliente que comprou uma vez e some.

A terceira é a campanha de Inativos, que age em três janelas (30, 60 e 90 dias sem compra). Ou seja, o cliente que esfria recebe um aceno antes de virar lista de email morta.

Na Emanda, essas três campanhas já vêm prontas. Em outras palavras, você só ativa e elas rodam sozinhas em paralelo com as newsletters de produto.


Perguntas frequentes sobre mandar produto no email

Preciso de designer para incluir produto no email?

Não. Em ferramentas integradas com sua plataforma de ecommerce, o produto entra no email com imagem e preço já formatados do catálogo. Por isso, dispensa edição. O lojista monta a vitrine arrastando blocos ou ativando um modelo automático. Em outras palavras, designer só faria sentido em casos de campanha grande com identidade visual customizada.

Qual a quantidade ideal de produtos por email?

Em geral, entre quatro e seis produtos por email funcionam melhor. Acima disso, o leitor cansa e o clique se dilui entre itens. Em particular, em mobile, mostrar menos produtos com imagem maior costuma converter melhor que oito itens espremidos em grade. Ainda assim, testar com a sua base é o que define o número certo.

Posso enviar produto por email para quem ainda não comprou?

Sim. Em particular, esse é o segmento mais responsivo a vitrines com novidades e mais vendidos. No entanto, vale incluir prova social no envio, como nota de avaliação ou foto de cliente. Dessa forma, quem não conhece a marca recebe um motivo extra para clicar e considerar a primeira compra.

Enviar produto por email atrapalha a entregabilidade?

Não, desde que a base tenha autorizado o envio. De fato, ter imagens, preços e botões claros tende a melhorar o engajamento, e engajamento alto melhora a entregabilidade nos provedores. Por outro lado, mandar para lista comprada ou base não autorizada quebra qualquer envio, com ou sem produto.

Como saber se o email com produto funcionou?

Olhe a taxa de clique nos produtos específicos. Em geral, ferramentas integradas mostram qual produto recebeu mais clique dentro do envio. Em seguida, compare com a taxa de conversão para venda. Esse cruzamento revela quais itens mereciam estar na vitrine e quais devem ser substituídos no próximo envio.


O que fazer amanhã

Se você leu até aqui, dá para resumir tudo em duas linhas. Mandar produto no email é o que diferencia loja que vende de loja que só comunica. Por isso, vale começar pelo caminho mais simples.

Amanhã, abra a sua ferramenta de email marketing e ative o modelo automático de newsletter, se ainda não fez. Em seguida, deixe rodar uma vez por semana, alimentado pelo seu próprio catálogo. Em duas semanas, você terá dados suficientes para decidir se quer evoluir para o builder arrasta e solta com curadoria manual. Não precisa começar pelo difícil.