Criar e-mail com IA dentro da própria ferramenta de envio funciona como falar com uma agência: você diz o que quer divulgar, a IA monta o briefing, escreve o e-mail, cria a imagem do topo, sugere o público e o melhor horário. Depois, tudo continua editável. Neste post, mostramos o processo completo, gravado do começo ao fim, sem nada pronto antes.
Por que copiar do ChatGPT e colar em outra ferramenta cansa
Você provavelmente já usou inteligência artificial na sua loja. Talvez para escrever uma campanha, analisar um produto ou resumir dados de venda. E isso está certo. O problema aparece logo depois: o texto nasce no ChatGPT ou no Claude, mas o e-mail precisa ir para outra ferramenta.
Aí começa o vai e volta. Primeiro, você cola o link do produto no chat e pede “cria uma campanha desse produto”. Em seguida, copia o texto, abre o editor de e-mail, ajusta o layout, procura uma imagem, escolhe a lista e decide o horário no chute. No fim, uma tarefa que devia ser simples virou uma jornada de cinco abas abertas.
Por isso, a pergunta mudou. Não é mais “devo usar IA?”, e sim “por que a IA não está onde o e-mail já mora?”. Plataformas grandes já seguem esse caminho: segundo a Exame, a Nuvemshop investiu em um copiloto de gestão com agentes de IA. Em outras palavras, a IA deixa de ser uma ferramenta à parte e vira parte da operação.
Como criar e-mail com IA sem sair da ferramenta
Para testar isso de verdade, gravamos uma campanha sendo criada do zero dentro da Emanda, com a Ema IA. A loja do vídeo, a Adname Cloths, é uma conta de teste de roupas streetwear. A ideia era lançar um drop de camisetas em parceria com a própria Emanda, ou seja, misturar o universo de uma loja de moda com o de uma empresa de CRM.
O caminho começa em Campanhas, depois Nova campanha, depois E-mail. Lá aparecem duas opções: criar com a Ema IA ou montar manualmente no editor. Ao escolher a IA, você também tem dois jeitos de começar: selecionar produtos para ela usar ou simplesmente pedir a campanha por texto.
1. Escolher os produtos e dizer o objetivo
No vídeo, escolhemos três camisetas. Antes de qualquer coisa, a Ema lê o conteúdo dos produtos: nome, preço e se já estão com preço promocional. Em seguida, pergunta qual é o objetivo do disparo e sugere dois caminhos, lançar as peças como drop ou queimar estoque com oferta.
Essas sugestões ajudam, mas você não precisa seguir. Nesse caso, escrevemos o objetivo com as nossas palavras e ainda colamos o link do site da Emanda, para a IA entender quem era o parceiro do drop.
2. Revisar o briefing como se fosse uma agência
Com isso, a Ema devolve um briefing organizado: objetivo, produtos, ângulo, oferta e tom. Aqui aconteceu algo interessante. Como a loja de teste tem pegada streetwear, a IA puxou esse tom para o e-mail e sugeriu uma linguagem urbana.
Só que não era isso que queríamos. Então pedimos um tom ligado ao dia a dia de quem trabalha com e-commerce, escritório e gestão de marketing. Na hora, ela reescreveu o briefing com o tom profissional e cotidiano. É exatamente a conversa que você teria com alguém que cuida do seu conteúdo: você aprova, corrige ou muda de ideia antes de qualquer coisa ir para o e-mail.
3. Ver o e-mail pronto e pedir ajuste com um print
Depois do “pode criar”, a Ema monta o e-mail com a marca da loja: topo, texto de apoio, os produtos escolhidos e blocos de conteúdo automático. Ao mesmo tempo, a prévia aparece ao lado da conversa, então você acompanha cada mudança sem trocar de tela.
Na primeira versão, os produtos apareceram repetidos em dois blocos. Por isso, tiramos um print da parte que incomodava, colamos na conversa e escrevemos “não gostei dessa disposição”. A IA removeu o mosaico e deixou o e-mail mais direto. Na prática, pedir ajuste com print é muito mais rápido do que explicar com palavras qual bloco está sobrando.
Imagem, público e horário: a parte que costuma ficar no chute
Até aqui, muita ferramenta de IA já chega perto. A diferença aparece nas decisões que normalmente ficam para depois, quando o lojista já está cansado. Ao criar e-mail com IA dentro da plataforma de envio, a IA também enxerga os seus dados de loja, e isso muda o resultado das três próximas etapas.
4. Criar a imagem do topo com briefing próprio
A imagem do topo tem uma etapa separada. Primeiro, a Ema propõe um briefing visual: a cena, o título, o texto de apoio, o botão e o estilo. No vídeo, ela sugeriu modelos vestindo as camisetas num escritório moderno, com fundo roxo escuro e um notebook na mesa. Aprovamos, e a imagem levou cerca de um ou dois minutos para ficar pronta.
Enquanto isso, a conversa continua. Não é preciso esperar a imagem terminar para seguir para o público.
5. Definir o público com linguagem normal
Por padrão, a Ema sugeriu enviar para a base inteira de 6.441 contatos e perguntou se queríamos refinar. Então escrevemos, do jeito que um lojista fala: clientes que compraram mais de 400 reais nos últimos 12 meses. Ela montou o segmento e encontrou 179 contatos com e-mail.
Além disso, ela avisou que era um público pequeno, porém qualificado, e ofereceu ampliar a janela para 24 meses. Escolhemos seguir com os 179. Se você quiser aprofundar esse assunto, vale ler sobre segmentação de clientes com IA.
6. Receber a sugestão de dia e horário de envio
Essa é a etapa que mais surpreende. Pelos dados de envio da própria loja, a Ema disse que o melhor horário era às 7h e que os melhores dias eram sexta, sábado e quinta. Em seguida, sugeriu agendar para a sexta-feira seguinte, às 7h. Em vez de escolher o horário no chute, você parte do histórico real de abertura da sua loja.
Assunto, revisão e agendamento
Ao clicar em finalizar, a Ema lê o e-mail inteiro, a imagem e a conversa, e propõe o assunto e o pré-header. No vídeo, o assunto ficou “Esse drop foi feito pra quem vive de CRM”. Logo depois, aparece um resumo com campanha, assunto, pré-header, público, data e remetente.
A partir dali, você tem três saídas: agendar, revisar a campanha antes ou enviar um teste para o seu e-mail. Escolhemos agendar, e a campanha ficou salva com tudo preenchido.
Depois de criar e-mail com IA, dá para editar tudo?
Sim, e esse ponto importa mais do que parece. O e-mail que a IA cria não é um HTML travado. Pelo contrário, ele vira blocos de texto, imagem e produto, como qualquer e-mail montado no editor.
Assim, se você mudou de ideia ou percebeu que faltou alguma coisa, basta reabrir o editor. Lá dá para trocar o título, reescrever um parágrafo, puxar novos produtos ou pedir uma imagem nova, porque a IA de imagem também está dentro do editor. Dessa forma, a IA faz o trabalho pesado e você continua com a palavra final.
O que muda na rotina de quem cuida da loja sozinho
Para quem toca a loja e o marketing ao mesmo tempo, o ganho não está em escrever melhor que um redator. Está em tirar as microdecisões do caminho. Briefing, tom, layout, imagem, público e horário costumam ser seis pequenas tarefas que travam o envio. Quando a mesma conversa resolve as seis, a campanha sai.
Do mesmo modo, a IA que conhece o histórico da loja tende a errar menos com o tempo. Ela sabe qual tom a loja usa, quem comprou o quê e quando a base abre e-mail. Por isso, cada nova campanha começa de um ponto mais avançado que a anterior. Se você está começando agora, este guia de campanha de e-mail marketing ajuda a definir o que cada envio precisa ter.
Perguntas frequentes sobre criar e-mail com IA
Preciso saber escrever prompt para criar e-mail com IA?
Não. Na Ema IA, você responde perguntas e escreve como falaria com uma pessoa, por exemplo “quero clientes que compraram mais de 400 reais no último ano”. A IA transforma isso em briefing, segmento e e-mail. Se não gostar de algo, basta dizer o que mudar ou mandar um print.
A IA escolhe sozinha para quem o e-mail vai?
Ela sugere, mas quem decide é você. No vídeo, a sugestão inicial era a base inteira. Depois que pedimos um recorte por valor de compra, ela montou o segmento, mostrou quantos contatos entravam e ainda ofereceu ampliar a janela. Nada é enviado sem a sua aprovação no resumo final.
Como a IA sabe o melhor horário para enviar o e-mail?
Ela usa o histórico de envios e aberturas da própria loja. Por isso, a sugestão muda de uma loja para outra. No exemplo do vídeo, a recomendação foi às 7h, com sexta, sábado e quinta como melhores dias. Você pode aceitar, agendar outro horário ou enviar na hora.
O e-mail criado pela IA pode ser editado depois?
Pode. O e-mail fica em blocos de texto, imagem e produto, e não em um HTML fechado. Você reabre o editor, troca título, texto ou produtos e ainda pode gerar uma nova imagem com IA ali dentro. A campanha só sai quando você agenda ou envia.
Teste com a sua loja
Em resumo, criar e-mail com IA deixa de ser copiar e colar entre ferramentas e vira uma conversa só, do briefing ao agendamento. O vídeo acima mostra o processo inteiro em cerca de dez minutos, sem cortes de etapa.
Se quiser fazer o mesmo com os seus produtos, quem instala a Emanda tem 15 dias de teste grátis. A partir daí, a Ema passa a conhecer o histórico da sua loja e as sugestões ficam cada vez mais certeiras. Conheça a Emanda.
